Tenho visto isto em todos os momentos da minha vida profissional, e creio que em boa parte a responsabilidade é nossa, dos pensadores, artistas, produtores e gestores de cultura que fomos incapazes de assumirmos um protagonismo nos grandes temas e desafios que o país e o mundo enfrentam”, diz Marta Porto.” (2012)
Play For Change, Play For Curitiba!
“acredito q o #playforchange,seja um bom argumento p/ explicar p/ os músicos a diferença entre a lógica das redes,e a lógica do ecad/indústria. #playforchange, é experimentar o processo de criação em rede, e a diferença da criação para o broadcast. É um projeto feito para o Fluxo Criativo da Rede, que é bem diferente da lógica da indústria, a qual o ecad representa.O Play For Change, deu certo , porque ele foi concebido, para ser apresentado/distribuído no ciberespaço, utilizando os processos e princípios da cultura digital, e não por causa das LEIS do ecad compreende?! David Byrne em sua palestra sobre, Como a Arquitetura Ajudou a Música Evoluir http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/lang/pt-br/david_byrne_how_architecture_helped_music_evolve.html ,tbm da uma boa pista .”
Reconfigurações feitas na primeira semana:
Playing for Curitiba -> youtu.be/fq9BSkQkX8w youtu.be/cbceMpZyLjo youtu.be/2KCTgL7im6M youtu.be/ONjixOJl_JI
— Julio C. Carvalho (@_juliocarvalho) março 13, 2012
Criminalizar o FÃ?!! É interromper o próprio processo criativo. É jogar a Musa na masmorra, é dar força a inquisição e ao carrasco. Fogueiras estão sendo acesas, pois os modos continuam os mesmos, para punir a natureza do livre compartilhar feminino. Só q dessa vez, vem de onde menos se esperava. As Musas foram traídas.
Em 1969, John Lennon, já sabia o que fazer, para que o fluxo criativo não estagnasse. E em pleno 2012, “véspera do fim do mundo”, seria o que? Criminalizar o FÃ?!! Não, acredito q não…
É sempre assim em ctba, em qualquer movimento popular, (popular = tudo aquilo q não é derivado do paranismo), se não é infantilizado, é reprimido, … (em jogo de futebol é a mesma coisa, assim como em passeatas, se demora p/ dispersar, eles atacam), … mas sem problemas, depois é só o governo, ou alguma “autoridade”, (principalmente se for desembargador, o curitibano médio tem tara em dizer q conhece algum juiz ou desembargador), distribuir algumas “homenagens”, (modos é bom, e a elite cultural gosta), q fica tudo certo. Aperto de mão , tapinha nas costas e 15 segundos na rpc, (um copo de leitê-quentê da vovó, um show do xico buarki, p/ mostrar q sou inteligentxi), é o osso seco p/ roer, q todo mendigo cultural precisa p/ sobreviver bem por aqui! (sem contar o bónus, ver os outros mendigos, com invejinha do osso seco)… Não precisamos crescer e amadurecer culturalmente, está bom assim , e assim é comodo p/ muita gente…. Hipocrisia e conservadorismo racista, a gente vê por aqui, mas é como dizem; não adianta criar a cobra, e depois não querer que ela lhe morda a mão” … Lamento pelo Garibaudis & Sacis, como fã e como crítico, porque o que eu queria, e imaginava p/ eles era algo completamente oposto a isso! Lamento que exista a grande possibilidade, de todos esses anos de trabalho terem sido desperdiçados, por um encadeamento de atos incoscientes, que NÓS mesmos criamos, mais uma vez.
“E você? Samba de que lado? De que lado você samba Você samba de que lado De que lado você samba De que lado, de que lado De que lado, de que lado Você vai sambar?” #csnz
Primeiro princípio é a liberação da emissão, que é justamente essa possibilidade de escrever, antes eu só podia ler. E a inclusão na cultura massiva, o que a gente ensinava, a ser um crítico daquilo que a gente lia, era o máximo que a gente podia fazer. Hoje não, hoje você é um critico do que lê, mas você também pode produzir. então a primeira. Isso está nos blogs, isso está no podcast, isso está no twitter, isso está no software livre, isso está nos games, isso está em tudo, a liberação do pólo da emissão. Eu não preciso mais pedir autorização a ninguém para produzir conteúdo. Se não quiser me ler, me ouvir, ou me ver, paciência, mas eu produzo, eu vou criar meu nicho. Alguém vai me ler, alguém vai gostar e pensa como eu. Então o primeiro grande choque é a liberação da emissão. Segundo, não é emitir como eu fazia no meu caderninho e guardava na gaveta, essa emissão só faz sentido, coletivamente, e em rede, é esse que é o grande barato ai. Então o primeiro principio é a emissão, o segundo principio é a conexão generalizada e aberta. Essa conexão generalizada e aberta, junto com essa emissão, o que nós temos ai? Primeiro, poder falar, e segundo, poder se juntar. Quando a gente pode falar livremente, o que não podíamos antes, porque só líamos. Quando podemos falar livremente e, nos agregar aqueles que pensam como nós, isso tem uma potência política, social, e econômica, gigantesca; gigantesca. É o terceiro princípio, a reconfiguração. Então nós estamos vivendo hoje, uma reconfiguração cultural generalizada.
Profº André Lemos